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HISTÓRIA DA MEDICINA

19/09/2020 - Sempre em movimento

A edição de agosto/setembro da Revista da APM prossegue com as homenagens aos nomes que foram fundamentais para definir a história da Medicina no Brasil durante os últimos 90 anos. A homenageada, desta vez, é Linamara Rizzo Battistella, um dos principais nomes da Medicina Física e Reabilitação no País e idealizadora da Rede Lucy Montoro.

Nascida no município de Santo André, em São Paulo, no dia 13 de abril de 1951, Linamara sempre esteve destinada ao sucesso. Com apenas seis anos de idade foi escolhida, entre cerca de trezentas crianças, para dar vida a diversas protagonistas de novelas infanto-juvenis da Rede Globo.

A participação como menina símbolo da campanha “Um Lírio na TV”, que tinha o objetivo de contribuir com as crianças da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), ofereceu a Linamara a oportunidade de vivenciar o papel de uma criança com deficiência física. A experiência, futuramente, foi uma das principais razões para a escolha de sua especialidade. 

Mesmo diante dos holofotes e da possibilidade de seguir uma carreira artística, ela optou pelo caminho da Medicina, que desde a infância foi o seu grande sonho. Sendo assim, Linamara ingressou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), onde deu os primeiros passos de seu caminho de humanização da área.

ÊXITO PROFISSIONAL

Após a sua formação acadêmica, a médica ingressou no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/ FMUSP) e passou três anos chefiando o Serviço de Reabilitação. Em 1976, ela iniciou a assistência reabilitativa integral, referência em todo o Brasil no tratamento de pacientes hemofílicos. 

Neste mesmo contexto, Linamara elaborou a sistemática de atendimento às lesões musculoesqueléticas da hemofilia, experiência brasileira que atravessou fronteiras, alcançando toda a América Latina e a Europa.

Em 1979, a médica foi responsável pela elaboração da Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação, seguindo as exigências da Comissão Nacional de Residência Médica, na FMUSP. Este foi o primeiro – e durante muitos anos, o único – programa voltado à área reconhecido e oficializado pelo Ministério da Educação.

Durante os anos de 1982 a 1987, Linamara foi representante do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa Portadora de Deficiência na Secretaria do Governo do Estado de São Paulo – órgão que ela fundou. Também foi a responsável por implantar medidas, através da instância, voltadas à assistência destes pacientes dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre 1992 e 2001, a médica foi participante ativa e de renome dentro dos comitês e grupos de trabalho do Ministério da Saúde, sobretudo no que se refere às questões sobre a saúde e reabilitação de pacientes com deficiências.