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MARCOS DA MEDICINA

19/09/2020 - Infinitas descobertas

Dando continuidade à série sobre 90 fatos marcantes da história da Medicina, a Revista da APM traz, nesta edição, algumas das principais descobertas sobre doenças, condições e procedimentos que contribuíram para modernizar a ciência.

A percepção acerca de tais acontecimentos é muito importante para entender como a Medicina moderna opera e quais foram os fatos históricos que constituíram e moldaram a forma como ela é praticada atualmente.

1. INSTITUTO SOROTERÁPICO
Criado em 1900, o instituto tinha como objetivo inicial fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica. Estabelecido na Fazenda de Manguinhos – propriedade federal no Rio de Janeiro – foi oficialmente registrado como Instituto Oswaldo Cruz, que o dirigia desde 1902, em 1908.

2. EDUARDO CHAPOT PRÉVOST
O médico foi responsável pela primeira cirurgia de separação de gêmeas siamesas unidas pelo tórax no Brasil, em 1900. Maria, uma das meninas, morreu cinco dias após o procedimento, por conta de complicações pós-operatórias, enquanto Rosalina teve uma vida saudável, se tornou mãe e viveu por mais de 80 anos.

3. “A INTERPRETAÇÃO DOS SONHOS”
Uma das obras mais renomadas do psiquiatra Sigmund Freud. Datado de 1900, o livro apresenta a definição dos processos inconscientes, pré-conscientes e conscientes presentes nos sonhos. Entre diversos tópicos abordados, o autor define as maneiras de recordar e relatar os sonhos e explica por que eles ocorrem.

4. SOROS ANTIOFÍDICOS E ANTIPESTOSOS
As primeiras doses foram criadas em 1901, após anos de estudos de Vital Brazil, junto do francês Albert Calmette, sobre o ofidismo. Os soros e vacinas elaborados pelos dois continham bactérias que forneciam anticorpos para o organismo, possibilitando assim o tratamento de incidentes causados por animais peçonhentos.

5. CAMPANHA CONTRA A VARÍOLA
As campanhas de saneamento lideradas por Oswaldo Cruz, em 1904, resultaram na “Revolta da Vacina”, um dos momentos mais conturbados do médico enquanto Diretor de Saúde Pública. Após determinar a obrigatoriedade da vacinação para controlar a disseminação da varíola, que provocava uma violenta epi - demia no Brasil, houve um motim provocado por pessoas contrárias à ideia. A rebelião deixou cerca de 30 mortos e centenas de feridos e a vacinação obrigatória foi anulada.

6. CULTURA DE TECIDOS
A descoberta de Ross Harrison, em 1906, é vista como uma das mais importantes da Medicina ocidental. A cultura de tecidos possibilitou o cultivo de células vivas em laboratórios, provenientes de plantas ou animais. Dessa forma, houve novos estudos para a criação de vacinas de poliomielite, catapora, caxumba e raiva, além de avanços em tratamentos efetivos contra o câncer e a Aids.

7. DESCOBERTA DA ESQUISTOSSOMOSE
O cientista brasileiro Manuel Au - gusto Pirajá da Silva comprovou a existência do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose, no ano de 1908. O cientista observou as primeiras evidências da doença após estudar ovos do parasita eliminados por um paciente em Salvador e, anos mais tarde, definiu o que o verme causava no organis - mo. Pirajá morreu antes que a cura para a doença fosse descoberta.

8. DOENÇA DE CHAGAS
O epidemiologista Carlos Chagas analisou, entre 1908 e 1909, a exis - tência de um protozoário em áreas rurais gerador de uma doença que causava febre, dor de cabe - ça, fraqueza, inchaço nos rostos e nos membros, além de problemas cardíacos e digestivos. O especialis - ta o classificou como Trypanosoma cruzi. Mais tarde popularizada como Doença de Chagas, a enfermidade não foi vista como uma questão de saúde pública até 1920.

9. KARL LANDSTEINER
Foi o criador do sistema “ABO” nos tipos sanguíneos, possibilitando que pacientes pudessem realizar transfusões de sangue seguras. Graças a sua descoberta – realiza - da usando o próprio sangue e o de alguns colegas – Landsteiner foi condecorado com o Prêmio Nobel em 1930.

10. NIKOLAI ANICHKOV
O patologista russo foi o primeiro a apresentar as consequências do colesterol no organismo dos seres vivos. Suas análises ganharam pro - eminência após registrar, em 1913, o aparecimento de vólvulos nas artérias de coelhos que tiveram colesterol aplicado na alimentação. Desta forma, o médico descobriu que estes animais desenvolveram aterosclerose.