Últimas notícias

08/04/2020 - Covid-19: colapso do sistema de saúde é principal preocupação social do brasileiro

Entre os impactos socioeconômicos que o Brasil pode enfrentar diante da pandemia de Covid-19, a maior preocupação dos cidadãos é de que haja um colapso no sistema de saúde. 52% dos brasileiros temem que isso ocorra, apreensão seguida pelo temor de aumento do desemprego (50%) e de recessão econômica (43%). A possibilidade de falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) inquieta 31% das pessoas.

Os números são da pesquisa “Coronavírus e seu impacto no Brasil”, organizada pela Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing. A condução ocorreu entre os dias 18 e 21 de março e 1.065 pessoas de todo o País foram entrevistadas. O estudo tem nível de confiabilidade de 95% e margem de erro de 3%.

Além da ansiedade diante dos impactos, a pesquisa também mediu a mudança nas rotinas das pessoas. 98% dos respondentes alegam que tiveram alterações. As atividades que mais deixaram de ser realizadas são: de lazer, como idas a cinema e teatro etc. (87%); eventos sociais e familiares (83%); bares e restaurantes (82%); e aulas (60%).

Praticamente a totalidade das pessoas (99%) apontaram que mudaram seus hábitos de higiene, principalmente no que se refere à lavagem de mãos com maior frequência (93%). Os brasileiros também estão evitando abraços e beijos (90%); usando álcool em gel (90%); e mantendo distância de um metro (73%).

Embora as autoridades tenham desestimulado o estoque de alimentos, mais de 30% dos brasileiros admitem que alteraram seu padrão de compras, aumentando em quantidade. Os itens mais procurados neste momento são alimentos não perecíveis (76%), produtos de higiene pessoal (60%) e de limpeza doméstica (56%).

Já o maior medo dos respondentes em relação ao coronavírus é a velocidade com que ele se espalha, que recebeu uma média de 9,2 em uma escala de 0 a 10. As demais apreensões tratam de ser responsável por contaminar alguém próximo (8,8), a própria contaminação pelo vírus (8,1), ver alguém próximo ser contaminado (7,9) e, por fim, que não achem cura ou vacina para o Covid-19 (7,5).

A pesquisa foi aplicada por meio de questionário on-line com tempo de 10 minutos. 51% dos respondentes são mulheres e as faixas etárias estão divididas em: até 29 anos (19%); 30 a 39 (32%); 40 a 49 (24%); 50 a 59 (15%); e 60 anos ou mais (10%). E as regiões foram contempladas da seguinte forma: Sudeste (54%), Sul (18%), Nordeste (14%), Centro-Oeste (12%) e Norte (2%).